
“You know nothing, John Snow.”
A única frase proferida pela Igrid em Game of Thrones.

“You know nothing, John Snow.”
A única frase proferida pela Igrid em Game of Thrones.
Ela gostaria que todos os seus desejos se realizassem. Como o de chover no domingo como ela esperava. E enquanto conversávamos sobre o final de semana e das desventuras e das conversas que tivemos ela se lembrou da goteira insuportável no quarto dela. Lembrou de quantas vezes e quantos profissionais ou não profissionais tentaram consertar, e quantas maneiras diferentes de resolver o problema foram necessárias pra não arrumar nada e, no fim, só piorar a situação. Foi aí que veio a comparação. Ela era a goteira do quarto dela. Aquele problema sem solução, persistente, insistente e totalmente irritante. E assim como a água que pingava do teto em certas épocas do ano, os problemas também surgiam assim. Talvez com mais frequência no inverno e na primavera. Coincidentemente as duas épocas do ano que ela mais gostava. Incrível como ela sempre reclamou do calor excessivo do verão e o vento gelado do outono. Não fazia muito sentido aquela conversa pra mim. Eu faço mais o tipo que escuto e balanço a cabeça enquanto ela era do tipo que gostava de ouvir e dar opiniões. Nunca foi meu forte dizer o que pensava até porque muitas vezes as respostas contradiziam com a vontade real do interessado em ouvi-las. E enquanto ela mudava de assunto e depois voltava pra goteira eu lia a parede forrada de papéis e folhas de livros velhos e histórias que faziam parte da vida dela. Na verdade algumas dessas folhas faziam. As outras eram só pra ocupar o espaço vazio na parede. Interessante ver tudo isso. Foi quando ela começou a falar que, por mais que gostasse da parede, era outra coisa que a incomodava, pois a maior parte do que estava lá era o passado dela, que não condizia com o que ela queria ser hoje. Foi aí que ela lembrou da goteira e lembrou que tem certas coisas que não mudam nunca. Ela acendeu um cigarro, deu uma tragada e continuou a contar sobre o final de semana.
É seu dia. Na verdade todo dia é nosso dia, até mesmo quando não parece ser. Mas hoje especificamente é seu dia mesmo. (seu e de mais 9 milhões de pessoas pelo mundo, mas pra mim, é só seu)
A ideia era começar a contar (pra todo mundo ver e você morrer de vergonha) como a gente se conheceu. A gente se conheceu pela stalkeada. Da minha parte, claro. E a gente não se gostava. E o follow back rolou, mesmo não “se gostando”. Demorou um tempo até a primeira conversa. Aquela que iniciaria uma liiiinda história, só que não. Trocamos tweets, nos adicionamos no Facebook. As novas amizades começam assim. E por mais bizarro que possa parecer, essas amizades (algumas delas e principalmente a sua) são verdadeiras. São verdadeiras porque é assim: A gente escolhe seguir quem tem conteúdo. e você nesse um metro e meio tem conteúdo pra caralho. Não caberia em mim se você fosse do meu tamanho. E depois de ver seu “conteúdo” tive ctz que não era conteúdo kibado. Era você ali. A gente trocou dms, sempre no mistério, sempre na onda de conversas filosóficas. Até o dia que eu precisei de você. E você veio. Nos encontramos no Rato Preto. E eu chorei. Contei da vida, do universo e de tudo mais. Contei angústias, fiz declarações e me confessei. (calma glr, tem nada de lésbico aqui não, apesar de que né, ela é gata pra caralho) Você ouviu e já brigou, deu conselho e por pouco não me bateu por tanta burrice. Você tava sempre lá, online, na sms, na ligação me ouvindo chorar. Se essa amizade parece mais uma necessidade minha de conselhos seus e sua experiência foda de vida, eu não sei. Eu sei que eu gosto de você, muito, e preciso de mais que só seus conselhos. Você é o tipo de pessoa que a gente quer carregar pra vida toda (e até consegue. você é compacta)
Trocamos confidências, risadas, conselhos, amizade, carinho. A gente tem esse carinho uma pela outra e isso é muito foda. Nerfinha (vish), você é um mulherão! E não há quem possa com você. Pode parecer meio besta fazer isso. Essa declaraçãozinha barata que mais lembra um testimonial do orkut. Mas fiquei pensando em outras maneiras de dizer pra você (e pros outros que ainda não perceberam, se é que é possível) que você é muito foda e sorte é de quem tem você como amiga, companheira, mulher.
Hoje é seu dia. Amanhã também vai ser. Mas hoje é o dia que a gente agradece por você ter aparecido assim, nas nossas vidas.
Feliz aniversário, Nanda. Toda felicidade do mundo pra você!
*-* Igual a Darinha no quesito preguiça!
Coisas da vida… Ah a vida, essa sacana tão daora. Se você ainda não viu essa categoria (que tem um post só) leia aqui o primeiro texto que você vai entender de onde surgiu a ideia.
A história de hoje é da Caroline Lovell, uma fotógrafa de 36 anos, que já era mãe de Lulu de 3 anos e morreu dando a luz a sua filha, Zahra em um parto natural em casa. A ironia nisso tudo? Caroline era defensora de partos domésticos e chegou a participar de audiências em tribunais da Austrália em 2009 defendendo a prática.
Se isso foi um sinal divino pra provar que existem forças maiores dominando a p$%&@ toda, ou uma sacanagem do destino, ou porque simplesmente deveria acontecer a gente nunca vai saber. Mas toda vez que vejo matérias assim me coloco pra pensar “qualéqueé” da vida.
A matéria é velha, foi resgatada pelo @RealEden e você pode ler aqui.
Era tarde da noite quando vi que ela estava por lá. Veio acanhada, tadinha. Tipo um cachorro de rua mal tratado, molhado, com o rabo no meio das pernas. Aos poucos foi se soltando. Se sentindo em casa. Deitou na cama, finalmente. Na sua cama. Grande e confortável. Grande e vazia. E era disso que ela precisava. A cama só pra ela. O espaço que sempre teve pra si. O espaço que ela não fazia ideia que sentia falta. (eu fiquei no sofá) Na cama, com os braços por baixo da cabeça lembrou-se da goteira. Lembrou também de todas as decisões que teve olhando pra ela – As pessoas precisam de uma zona de conforto pra tomar decisões. A goteira era exatamente o que ela precisava.
Não foi preciso muito tempo pra chegar a uma conclusão, mas foi preciso muito tempo pra decidir que uma conclusão deveria ser tomada.
Olhando agora pras paredes foi fácil lembrar também por tudo que elas tinham passado. Essas paredes tem história. Ainda é possível ver manchas, vestígios/resquícios do que ela já foi. Assim como também vemos nas pessoas o que nunca deixaram na verdade de ser.
Covardes, medrosas, sem rumo. A parede era passado. Os medos e monstros também ficaram pra trás.
Ela encheu o peito de ar. Respirou bem fundo mesmo e disse.
Não posso mais esperar, coelho. Não posso mais me atrasar.
Alice está de volta. Seja bem vinda novamente.