Esse texto foi escrito exatamente dois anos atrás, perto dos preparativos do casamento da Luiza e do Caio. Espero que os dois gostem do que escrevi. =) Em negrito estão considerações atuais e no final o que eu penso. (de mim, que fique bem claro)
Lendo os preparativos do casamento do Brogui e da Luiza Gomes nos sites deles eu voltei a pensar em tudo que tinha esquecido com o passar do tempo. Quando criança eu folheava as revistas de noiva, escolhia o modelo do convite, a cor da decoração, as flores, os arranjos de mesa baixos porém volumosos, afinal, os arranjos altos poderiam atrapalhar a conversa dos convidados na mesa. Pensei na banda, na música da igreja, no sorriso do meu pai, nas lágrimas da minha mãe. Escolhi o vestido. Ah, o vestido era tão lindo. Daí eu conheci o homem. Aquele que eu achava que seria o meu marido. Fiz planos (sem ele saber, claro). E ele foi embora. E depois do homem vieram outros homens. Uns eu tinha certeza que nunca seriam “o escolhido”. Outros me deixavam na dúvida. O sonho mesmo era o Selton Mello. Vai entender a cabeça de uma adolescente em crise. O tempo passou, as coisas mudaram. Os gostos pro casamento continuaram os mesmos. Os homens foram embora. A vontade ficou. Mas sempre escondida.
Como qualquer adolescente rebelde eu bradava aos quatro ventos que não me casaria. E como uma pré adulta tentando me encaixar no mundo de novo me sinto completamente confusa com os meus sentimentos. Eu desejo sim me casar. Mas sabe quando falta aquele algo a mais? E eu nem estou falando de um noivo que, no caso seria realmente necessário.
Eu falo da essência, da cumplicidade, da troca não só de carinho, mas de duas vidas que finalmente se tornam uma. Eu “conheci” o Caio e a Luiza no BlogCamp do ano passado (2009). E pra falar a verdade só sei disso porque existem fotos comprovando que estávamos no mesmo lugar. Ou seja, pode ser que seja tudo fruto da minha imaginação então alcoolizada. E mesmo não os conhecendo vejo tudo isso que citei acima. Assim como vejo isso no relacionamento de um casal de amigos meus. (esse casal se separou esse ano) Eu nunca tive nada disso. Nunca conheci famílias, nunca fiz planos de um casamento feliz e filhos correndo pela casa mesmo que fosse por brincadeira. E a idéia de filhos eu larguei algum tempo, depois que trabalhei com crianças. (sério)
Na verdade, o mais perto que eu cheguei de um casamento foi no mais frustrado dos relacionamentos e, como algo frustrado não vem ao caso. Acho que nem deveria ter considerado o pedido um pedido. Foi um jeito fácil de enganar uma idiota. Simples assim.
Casar é um passo muito grande até mesmo para minhas pernas compridas. É inimaginável colocar isso em prática hoje ou tão cedo. Mas fazer planos, que seja pro almoço do dia seguinte, ou do jantar de sexta feira a noite é uma coisa que me tenta muito. Eu acredito que casar é mais do que simplesmente pertencer um ao outro. É saber que você pode contar com alguém independente do que aconteça.
2011 - Esse texto parou um parágrafo depois. Acabei deixando pra lá, não sei exatamente o por quê. Dois anos se passaram, os sentimentos, as vontades não mudaram. Só a crença, a fé de achar que (pelo menos pra mim) as coisas dão certo. #mimimi