Joey mais uma vez…

Se hoje eu sou uma pessoa boa, engraçada, amiga, companheira pra todas as horas foi porque você me ensinou a ser assim. Tá, pode ser que eu não seja nada disso, mas eu tento ser assim, porque era assim que você era. Eu lembro de você todos os dias da minha vida.. Não passa um dia sequer, de verdade… Eu ganhei um livro numa promoção que falava de seriados de tv. E foi graças a você. Porque você me apresentou as coisas boas da vida. Você me ensinou a gostar do mais simples por ser mais simples. Cara, você me ensinou tanta coisa que hoje, eu tenho certeza que já não consigo aprender nada com mais ninguém. Você era (é) incrível. Você faz muita falta.
Você é a minha inspiração, sempre.
Te amo muito amiga, e sinto muito a sua falta.!
Obrigada por estar sempre comigo, mesmo quando eu penso que tô perdida.

With my heart hanging out

Eu cheguei ao ponto absurdo de esconder sucrilhos e sonho de valsa no meu quarto, entre o amontoado de roupas. Eu como escondida, é meu refúgio. A consequência disso ainda não está visível. Esse é meu medo. Eu já não vejo mais graça nas coisas que faço hoje. E já não tenho vontade de procurar coisas novas pra fazer. A vida é monótona e sem sentido e sem rumo. Eu me vejo numa estrada escura, com uma lanterna que ilumina no máximo cinco passos a frente. Não saber para onde vamos é terrível. A vida é assim, mas quando se tem tudo planejado e se tem alguém do lado, não é qualquer obstáculo no caminho que te impede de seguir em frente. Ele diz do nosso apartamento, do meu computador e dos meus vícios quando estamos dormindo. ele me lembra de tudo que é bom quando estou com ele.. E quanto eu peço a mão para podermos seguir juntos nessa estrada, o que eu ouço é a desconversa, a desculpa, e no máximo, uma mão estendida. Nessa mão tem um mapa. E quando ele me entrega, ele diz.. Vai, segue sozinha.. Eu acompanho do lado mas não posso te ajudar.
Qual será o problema de hoje que antes eu não conseguia enxergar?
As pessoas acreditam em coisas sobre nós. Elas não sabem de toda verdade. Elas não sabem de nada. Nem a gente sabe. Nem eu sei..

E pelo visto, vou continuar sem saber.. Sozinha, com um mapa na mão, uma lanterna na outra e o coração pendurado, como se não fosse nada, não valesse nada.

Remember that time?

Ela se lembra de quando saía do banho, e tomava aquela bronca por não sair de chinelos calçados. Aquela bronca que doía em quem dava e em quem recebia. Uma bronca besta, uma bronca com carinho. Vai ficar resfriada menina. Vem aqui, senta na cama que eu vou pentear seu cabelo.
E era aquela escovação de um lado, desembaraço do outro. Mas esse seu cabelo é muito fino né? E a cara de tacho, olhando pra tevê, esperando passar algo interessante. Ela ligava o secador, e daí começava algo interessante na tevê. e os cabelos loiros já secos precediam sempre a frase… Olha como estão “maciinhos”. E os cabelos maciinhos eram penteados mais algumas dezenas de vezes. E depois a menina podia escolher um perfume entre a dezena de perfumes. Vai, escolhe. -ela dizia.
Eu quero esse. E uma única borrifada para poder dormir cheirosa. Os cabelos cheirando morango do shampoo, o resto cheirando algum perfume importado gostoso, o pijama limpinho, quentinho, pantufas no pé, dentes escovados e a luz da sala apagada. O último filme da Disney antes de dormir.
E a cama era arrumada milimetricamente. Lençol, cobertor e edredon. Ela sempre foi uma menina muito friorenta. O abajur era de bater palmas. O ursinho ficava enforcado nos braços dela. E então ela ganhava um beijo de boa noite. O abajur apagava depois do clap clap. E o dia acabava assim…

Organize-se

Eu olho pra bagunça dos livros, os papéis jogados, os bilhetes de cinema amassados, vejo esmaltes largados e perfumes fora de suas embalagens. Essas embalagens sempre guardam coisas diferentes. Assim como latas de Johnnie Walker, e os envelopes presos a parede.
Eu vejo o quanto a minha organização é desorganizada e quanto me falta vontade de agir, levantar a bunda do sofá e fazer alguma coisa. E vejo como todos os meus textos estão se repetindo. Eu entrei num ciclo. E parece que um dia é a repetição de outro. Eu vivo um deja vu constante e saber o que vai acontecer toda hora todos os dias me cansa. E sabe o que é pior que isso?
É saber que quando mudar, não vai mudar do jeito que eu espero que mude.

Acho que esse negócio de livre arbítrio só existe com os outros… Comigo é a história e o destino previamente escolhidos por três bruxas com um olho só, um ouvido só e uma tesourinha no tapete do Hércules…

Cute withou the E

Bom, rolou um afastamento temporário do blog por motivos de força maior e como ninguém nem liga pra essa porcaria mesmo, pra mim tanto faz como tanto fez.

Se eu tivesse na primeira série, eu teria um caderninho encapado provavelmente de azul (isso se não me falha a memória) e nele escreveria coisas do tipo: Bom dia, hoje o céu está ensolarado e teria um desenhinho do lado do céu ensolarado.

Como não estou na primeira série, eu uso meu blog e escrevo assim..

Bom dia, hoje eu estou hostil.! =)

Vou começar por onde me convém começar. Explicando o que acontece. Eu tenho uma pequena tendência a ouvir música independente do meu humor, seja feliz ou triste ou como me encontro hoje hostil. E na verdade, não importa o humor, a tendência é ouvir as mesmas músicas, logo, Taking Back Sunday vem a calhar em todos os momentos. Daí tava a fim de ver o clipe do Cute Without the E que por acaso é do filme Clube da Luta, daí a hostilidade começou a tomar conta de mim.

Esse clipe dá uma energia do cacete e uma vontade de sair batendo em todo mundo. E como minha mãe não vai poder usufruir das dependências da academia por um longo período, vou voltar no lugar dela e fazer tudo que eu tenho direito, desde o yoga até boxe e daí abro um clube da luta aqui em Mogi.

Ahh, e pra quem gosta de mensagem subliminar assim como no Clube da Luta.. Assiste o clipe umas duas vezes pelo menos. Tá, quando eu começo a escrever a hostilidade vai embora no bater das teclas.
Que ódio, vou parar de escrever.!!

Entrando em contradição…

Se eu fosse postar quantas vezes já sofri por causa de amores, eu ia precisar de pelo menos
Metade da internet do mundo inteiro. Eu digo amores porque lembro do meu primeiro amor.. Não lembro o nome dele, estávamos no primário e inclusive dançamos a dancinha da festa junina juntos, que naquele ano era country. Lembro do primeiro amor de Sorocaba no hotel que a gente ficou, e do tchauzinho sem graça que ele me deu. Lembro do Enzo de Avaré, fiquei num hotel fazenda e o conheci, passei as férias apaixonada, voltei pra casa apaixonada e nunca mais ouvi falar dele. Aqui em Mogi fui apaixonada pelo Rodrigo D. que era uma série acima da minha. Eu brincava de jeans e era rápida, e fazia de tudo pra ele me “pegar”, ou vice-versa. Depois do Rodrigo teve o Braga, que era o mais lindo da oitava série, quando eu tava na quinta ou sexta. Depois de cansar de sofrer o amor não correspondido, tinha ido viajar e compramos bala de gengibre. Eu muito boba sempre comprava bala pra ele. Quando voltamos às aulas, eu ofereci uma bala pra ele. Ele achava que eu era uma idiota. Essa foi minha primeira vingança amorosa. Ele cuspiu a bala e ficou com a boca ardendo provavelmente o resto da aula.
O meu primeiro beijo foi com 12 anos, na sala de estar da casa do aniversariante e por acaso no aniversariante. Eu tava de calça bag, moletom vermelho da gap e minhas famosas chuteiras vermelhas da Kelme. Eu era um menino praticamente. Fiquei apaixonada por ele por dois meses.. O tempo que eu morei no Hotel que foi quando minha casa pegou fogo. (pois é.) Depois dele teve tudo quanto é tipo de paixão platônica não correspondida afinal, tinha 12, 13, 14 anos, loira, na época não tão alta quanto hoje e não tão “encorpada”, com o rosto coberto por espinhas da puberdade. Foi depois dos 14 que as coisas mudaram, e desde então, eu sofro e tenho feito sofrer. Mais sofro do que tenho feito sofrer, é verdade. Já fiquei com cara bonzinho que não deu certo. Já fiquei com cafajeste na época e consegui “domar”. Fui apaixonada de escrever letra de música na parede e me trancar no quarto e chorar, e sair aliviada do quarto e partir pra outra. Antes, quando eu queria mudar, eu pintava o cabelo.. Já foi castanho, marrom, vermelho, manchado (por tentar pintar sozinha) com mechas roxas, rosas… Já mudei meu armário.. De “maloqueira”, fui pra patty, pra hard core, maluca da eletrônica.. Nunca passei pela fase funkeira, piriguete, biscatrance, pagodeira, ainda bem. Hoje continuo com meu bom e velho Punk Rock Californiano, hard core, rock… Detesto Beatles, aprendi a gostar de Los Hermanos.
Nesse meio tempo aprendi coisas que as meninas nunca gostaram.. Quadrinhos, video game, futebol, fórmula 1, luta livre. Quando saía com meus amigos, sempre era a menino da turma, não por aparência, mas por gostos e loucuras.. Sem medo de roubar placas, cones, pular muros, sair fantasiada na rua sem motivo aparente, beber igual um deles e, me desculpem o termo.. “apavorar”.

Já fiz curso de programação neurolinguística, sei como as pessoas reagem com seus movimentos, suas falas.. Não estou livre de erros, não sou perfeita, mas SEMPRE tento entender primeiro o que o outro quer dizer antes de dar o primeiro, segundo, terceiro passo. E ainda assim, erro pelo menos 80% das vezes. Não me pergunte como. Não sei responder.

Sempre fui muito ingênua a ponto de acreditar em tudo que os outros me contam, e, mesmo sabendo que todo mundo mente, nunca levo muito a sério o que eu penso até que aconteça algo. Meu sexto sentido funciona. Dificilmente ele erra, e quando eu digo erra, eu digo se atrasa ou adianta demais.
Eu acredito em várias religiões, acredito em vários deuses. Só acho que eles vivem de férias quando o assunto é atender pedido meu. Eu acredito em muita coisa, e precisaria de uns três posts pra tentar passar pra cá pelo menos metade deles. Uns interessantes, outros nem tanto.

Eu AMO cinema, música, arte de qualquer forma. Eu tenho tatuagem de filme. Eu acredito que músicas e filmes fazem você se sentir bem, livre de medos (a não ser que seja A Chave Mestra) e te mostra o mundo do jeito que você pensa através de uma tela (tinta, papel, caneta, filme). Enfim…

Eu acredito em muita coisa, e perdi a credibilidade em muita coisa que eu acreditava. Hoje, exatamente hoje, 06/09/08, 22:42, eu deixei de acreditar em uma grande parte dos meus sonhos, dos meus desejos, por não saber viver à expectativa deles talvez, mas principalmente por quebrar a minha primeira regra que é acreditar que todo mundo mente e que as pessoas tem um motivo pra isso.

Entrando totalmente em contradição com os meus princípios, eu acredito que um bonzinho possa ser um canalha, e acredito que um canalha possa vir a mudar futuramente, se ele deixar a mulher certa mostrar pra ele que o mundo não é do jeito que mostraram pra ele como era.

Eu entendo quando os homens viram cafajestes e entendo quando as mulheres ficam insensíveis, frias, com o coração como um “cubinho de gelo”… O que acontece é que um homem arrancou o coração de uma mulher e o mesmo uma mulher fez com algum homem em algum lugar do mundo, e desde então, homens e mulheres não acreditam em felicidade, não acreditam em amor, paixão, desejo, sem ser pura e estritamente carnal… Quem começou com isso? Nós nunca vamos saber..
Eu só acho que tá na hora de parar. Porque, depois de um ano e meio sem sofrer por ninguém, sem pensar em ninguém, em um semestre dois conseguem acabar com todos os meus princípios..

Eu não tô morrendo por causa disso, (Digo isso pra quem gosta de ler desgraça alheia) se tem uma coisa que nesse ano e meio que passou que eu aprendi é que, não importa o quanto eu esteja fodida.. Com exceção de pai e mãe, ninguém pára pra você consertar seu coração, limpar a maquiagem borrada e voltar pro mundo.. E sinceramente, eu não dou a mínima pra ninguém também. Mas isso não significa que eu não dou chance atrás de chance pro mundo me mostrar que mudou. Acontece que se eu caio, eu não perco tempo no chão.. Eu levanto e sigo em frente, ligo o Itunes, Taking Back Sunday, Millencolin, Rufio, Dashboard e parto pro mundo outra vez. Sem medo de cair, sem medo de derrubar, e sem medo de ajudar a levantar..

Não me convença do contrário. Não vai adiantar…

Post de Emergência

Eu prometi não me preocupar com esse assunto.. Decidi levar em consideração o que todo mundo deveria levar. As pessoas tem gostos, idéias diferentes e ainda assim vivem num mundo só. Logo cabe a cada um de nós respeitar os gostos dos outros. O post de ontem foi uma crítica aos termos usados pelo Cafa do Manual do Cafajeste e logo muita gente veio comentar dizendo por exemplo que eu sou a mais pura do mundo ou a mais vagabunda ou as duas coisas. Gente, em nenhum momento eu comentei sobre a indole de ninguém aqui.. relembrando.. CADA UM FAZ O QUE QUER Agora, pelo amor de Deus, acorda Cafa se você, depois de todas as críticas ainda se acha a última bolacha do pacote.
Como eu também já disse, não tô aqui pra decidir se o cara escreve bem ou mal.. Muito pelo contrário, acho que ele escreve bem. Escreve o que pensa, do mesmo jeito que eu e muitos (MUITOS) outros escrevem o que pensam. (Mas também, escrever bem é relativo.)
Agora, fui ver o twitter do cara e olha o que eu encontro..

“Querem atenção. Como eu falei, não gosta do que eu escrevo, não leia.”
“Não! Segundo as que acreditam em príncipes, eu estou esnobe. Egocêntrico. ¬¬'”
“É a conclusão que tenho tirado. Tudo para dizer “não sou mais uma aqui””
“Sim. Parece evangélicas tentando converter os outros. Garota nao me suporta, mas ta todo dia me lendo..o carência.”

Ahahah, agora eu virei Sanseverini Macedo, vendo a bíblia da santidade das mulheres brasileiras e diga não ao blog do cafajeste.! Tem dó.

60% das meninas que comentam no blog dele o veneram, não importa o quanto ele pise nelas, ou em todas as mulheres do planeta. Por mim, ele escreve o que ele quiser.. Não é o meu nome que tá nas histórias dele mesmo.

Se eu quisesse atenção, eu ligava pro CVV, tenho certeza que seria muito bem atendida e não seria chamada de lanchinho ou piriguete.
Quanto a não te suportar.. Se a intenção é essa, com a sua arrogância e prepotência você tá conseguindo.
E desculpa, mas eu não sou mais uma aqui.

Agora, eu NÃO vou parar de ler o seu blog só porque você tentou ofender as mulheres que se parecem comigo. (diferente das suas fãs que tão loucas pra você entrar nos links delas, adicionar nos msns da vida)

E outra coisa.. Você só pensa assim porque realmente só saiu com mulher que não queria nada com nada. E as que queriam, como eu disse, não era boas (gostosas) o suficiente pra você.
Então pelo amor de Alá, Deus, Buda.. Não confunda mulheres inteligentes e bonitas que sabem ler e escrever, que apreciam uma boa leitura, um bom filme, uma boa arte com essas que você tá acostumado que aceitam um filme do Didi com participação especial do Daniel e o cérebro do tamanho de um brócolis.

Ao invés de se achar tanto, comece ensinando suas fãs a não ser do jeito que elas são.. Tão “chicletinhas”.