Entrando em contradição…

Se eu fosse postar quantas vezes já sofri por causa de amores, eu ia precisar de pelo menos
Metade da internet do mundo inteiro. Eu digo amores porque lembro do meu primeiro amor.. Não lembro o nome dele, estávamos no primário e inclusive dançamos a dancinha da festa junina juntos, que naquele ano era country. Lembro do primeiro amor de Sorocaba no hotel que a gente ficou, e do tchauzinho sem graça que ele me deu. Lembro do Enzo de Avaré, fiquei num hotel fazenda e o conheci, passei as férias apaixonada, voltei pra casa apaixonada e nunca mais ouvi falar dele. Aqui em Mogi fui apaixonada pelo Rodrigo D. que era uma série acima da minha. Eu brincava de jeans e era rápida, e fazia de tudo pra ele me “pegar”, ou vice-versa. Depois do Rodrigo teve o Braga, que era o mais lindo da oitava série, quando eu tava na quinta ou sexta. Depois de cansar de sofrer o amor não correspondido, tinha ido viajar e compramos bala de gengibre. Eu muito boba sempre comprava bala pra ele. Quando voltamos às aulas, eu ofereci uma bala pra ele. Ele achava que eu era uma idiota. Essa foi minha primeira vingança amorosa. Ele cuspiu a bala e ficou com a boca ardendo provavelmente o resto da aula.
O meu primeiro beijo foi com 12 anos, na sala de estar da casa do aniversariante e por acaso no aniversariante. Eu tava de calça bag, moletom vermelho da gap e minhas famosas chuteiras vermelhas da Kelme. Eu era um menino praticamente. Fiquei apaixonada por ele por dois meses.. O tempo que eu morei no Hotel que foi quando minha casa pegou fogo. (pois é.) Depois dele teve tudo quanto é tipo de paixão platônica não correspondida afinal, tinha 12, 13, 14 anos, loira, na época não tão alta quanto hoje e não tão “encorpada”, com o rosto coberto por espinhas da puberdade. Foi depois dos 14 que as coisas mudaram, e desde então, eu sofro e tenho feito sofrer. Mais sofro do que tenho feito sofrer, é verdade. Já fiquei com cara bonzinho que não deu certo. Já fiquei com cafajeste na época e consegui “domar”. Fui apaixonada de escrever letra de música na parede e me trancar no quarto e chorar, e sair aliviada do quarto e partir pra outra. Antes, quando eu queria mudar, eu pintava o cabelo.. Já foi castanho, marrom, vermelho, manchado (por tentar pintar sozinha) com mechas roxas, rosas… Já mudei meu armário.. De “maloqueira”, fui pra patty, pra hard core, maluca da eletrônica.. Nunca passei pela fase funkeira, piriguete, biscatrance, pagodeira, ainda bem. Hoje continuo com meu bom e velho Punk Rock Californiano, hard core, rock… Detesto Beatles, aprendi a gostar de Los Hermanos.
Nesse meio tempo aprendi coisas que as meninas nunca gostaram.. Quadrinhos, video game, futebol, fórmula 1, luta livre. Quando saía com meus amigos, sempre era a menino da turma, não por aparência, mas por gostos e loucuras.. Sem medo de roubar placas, cones, pular muros, sair fantasiada na rua sem motivo aparente, beber igual um deles e, me desculpem o termo.. “apavorar”.

Já fiz curso de programação neurolinguística, sei como as pessoas reagem com seus movimentos, suas falas.. Não estou livre de erros, não sou perfeita, mas SEMPRE tento entender primeiro o que o outro quer dizer antes de dar o primeiro, segundo, terceiro passo. E ainda assim, erro pelo menos 80% das vezes. Não me pergunte como. Não sei responder.

Sempre fui muito ingênua a ponto de acreditar em tudo que os outros me contam, e, mesmo sabendo que todo mundo mente, nunca levo muito a sério o que eu penso até que aconteça algo. Meu sexto sentido funciona. Dificilmente ele erra, e quando eu digo erra, eu digo se atrasa ou adianta demais.
Eu acredito em várias religiões, acredito em vários deuses. Só acho que eles vivem de férias quando o assunto é atender pedido meu. Eu acredito em muita coisa, e precisaria de uns três posts pra tentar passar pra cá pelo menos metade deles. Uns interessantes, outros nem tanto.

Eu AMO cinema, música, arte de qualquer forma. Eu tenho tatuagem de filme. Eu acredito que músicas e filmes fazem você se sentir bem, livre de medos (a não ser que seja A Chave Mestra) e te mostra o mundo do jeito que você pensa através de uma tela (tinta, papel, caneta, filme). Enfim…

Eu acredito em muita coisa, e perdi a credibilidade em muita coisa que eu acreditava. Hoje, exatamente hoje, 06/09/08, 22:42, eu deixei de acreditar em uma grande parte dos meus sonhos, dos meus desejos, por não saber viver à expectativa deles talvez, mas principalmente por quebrar a minha primeira regra que é acreditar que todo mundo mente e que as pessoas tem um motivo pra isso.

Entrando totalmente em contradição com os meus princípios, eu acredito que um bonzinho possa ser um canalha, e acredito que um canalha possa vir a mudar futuramente, se ele deixar a mulher certa mostrar pra ele que o mundo não é do jeito que mostraram pra ele como era.

Eu entendo quando os homens viram cafajestes e entendo quando as mulheres ficam insensíveis, frias, com o coração como um “cubinho de gelo”… O que acontece é que um homem arrancou o coração de uma mulher e o mesmo uma mulher fez com algum homem em algum lugar do mundo, e desde então, homens e mulheres não acreditam em felicidade, não acreditam em amor, paixão, desejo, sem ser pura e estritamente carnal… Quem começou com isso? Nós nunca vamos saber..
Eu só acho que tá na hora de parar. Porque, depois de um ano e meio sem sofrer por ninguém, sem pensar em ninguém, em um semestre dois conseguem acabar com todos os meus princípios..

Eu não tô morrendo por causa disso, (Digo isso pra quem gosta de ler desgraça alheia) se tem uma coisa que nesse ano e meio que passou que eu aprendi é que, não importa o quanto eu esteja fodida.. Com exceção de pai e mãe, ninguém pára pra você consertar seu coração, limpar a maquiagem borrada e voltar pro mundo.. E sinceramente, eu não dou a mínima pra ninguém também. Mas isso não significa que eu não dou chance atrás de chance pro mundo me mostrar que mudou. Acontece que se eu caio, eu não perco tempo no chão.. Eu levanto e sigo em frente, ligo o Itunes, Taking Back Sunday, Millencolin, Rufio, Dashboard e parto pro mundo outra vez. Sem medo de cair, sem medo de derrubar, e sem medo de ajudar a levantar..

Não me convença do contrário. Não vai adiantar…

One thought on “Entrando em contradição…

  1. nem tem que te convencer. a gente sempre vai levantar, andar, e cair de novo. até a gente achar no nosso “verdadeiro amor” (se é que isso ainda existe), mas mesmo assim, vamos aos trancos e barrancos com ele. a vida não é um mar de rosas, né?🙂
    enfim, boa sorte dessa vez. de verdade🙂

    desculpa a intromissão.😛
    Bala de Café

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s