With my heart hanging out

Eu cheguei ao ponto absurdo de esconder sucrilhos e sonho de valsa no meu quarto, entre o amontoado de roupas. Eu como escondida, é meu refúgio. A consequência disso ainda não está visível. Esse é meu medo. Eu já não vejo mais graça nas coisas que faço hoje. E já não tenho vontade de procurar coisas novas pra fazer. A vida é monótona e sem sentido e sem rumo. Eu me vejo numa estrada escura, com uma lanterna que ilumina no máximo cinco passos a frente. Não saber para onde vamos é terrível. A vida é assim, mas quando se tem tudo planejado e se tem alguém do lado, não é qualquer obstáculo no caminho que te impede de seguir em frente. Ele diz do nosso apartamento, do meu computador e dos meus vícios quando estamos dormindo. ele me lembra de tudo que é bom quando estou com ele.. E quanto eu peço a mão para podermos seguir juntos nessa estrada, o que eu ouço é a desconversa, a desculpa, e no máximo, uma mão estendida. Nessa mão tem um mapa. E quando ele me entrega, ele diz.. Vai, segue sozinha.. Eu acompanho do lado mas não posso te ajudar.
Qual será o problema de hoje que antes eu não conseguia enxergar?
As pessoas acreditam em coisas sobre nós. Elas não sabem de toda verdade. Elas não sabem de nada. Nem a gente sabe. Nem eu sei..

E pelo visto, vou continuar sem saber.. Sozinha, com um mapa na mão, uma lanterna na outra e o coração pendurado, como se não fosse nada, não valesse nada.

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