Diseases

Se eu for parar pra pensar em tudo que eu (não) tenho feito, com certeza vou dar ouvidos a todas as reclamações da minha mãe. E talvez, mas só talvez não ache que ela esteja implicando comigo, como eu teimo em acreditar. A vida seria muito mais fácil se ela fosse muito rica. Eu com certeza não faria absolutamente nada e ganharia pra isso.

Ás vezes eu acho que eu sou meio maluca mesmo e o que eu tenho que fazer é pegar o telefone e ligar pro psiquiatra e marcar uma consulta pra saber se tudo que eu acho que eu tenho eu tenho realmente. Mas daí eu lembro dos meus déficits de atenção e meus transtornos obssessivos compulsivos, e acho que eles não vão me trazer tanto problema assim, afinal, eu me diagnostiquei, acho que eu me curo também. Mas e se tiver mais? E se eu não tiver nada? Será que é isso? Eu vou quebrar a cara de descobrir que não tenho nada, ou que talvez tenha o que eu nem imaginava ter?

Porque, convenhamos, normal normal ninguém é, nem eu. Aliás, eu é que não sou normal mesmo. Mas qual o problema disso? Anos atrás, uma criança que não parava quieta era só uma criança que tinha fogo no fiofó. Hoje ela tem distúrbios e desvios e hipers e autos e etcs.

Eu sei que não tenho feito absolutamente nada pra melhorar as coisas ultimamente, mas é que… sei lá… Vai ver é um distúrbio ou transtorno que ainda não conheço que tá atrapalhando tudo. Preciso me re-diagnosticar.

-Mãe, pode marcar o médico pra mim…

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Caso do Sequestro do ABC

Como a maioria deve saber, o caso do sequestro da namorada e de uns amigos da namorada no ABC vai pro seu quarto dia. O cara, conhecido como Lidemberg, tem 22 anos. A ex-namorada, 15. Eles namoraram por três anos. Então Lidemberg decide terminar, e a menina, não discute, aceita a decisão do namorado. Ele fica doido porque pensou que ela queria ficar com ele, e simplesmente invade o apartamento da menina e faz todo mundo de refém. Oba-oba.
Daí, vem a nossa super apresentadora Sonia Abrão, faz um puta sensacionalismo e o que acontece? O Cara que tinha decidido liberar a menina, muda de idéia.
A menina, de 15 anos não come “porcaria”, então o ex-namorado bonzinho vai lá e pede “marmita pro capitão”. Uma amiga da menina de 15 anos também, que havia sido liberada, entra no prédio de novo pra tentar melhorar a situação.

Agora vamos nos atentar aos fatos.

-> Um filho da puta estuda, faz faculdade, se forma, estuda de novo, presta concurso, consegue passar, “ganha” o cargo de delegado e manda uma menina de 15 anos que já tinha sido liberada de volta pro prédio pra “negociar” com um cara de 22 anos que SEQUESTROU a menina poucos dias atrás.

-> Se eles namoram há 3 anos, isso significa que a menina tinha 12 anos quando começou a namorar com ele e ele 19. Primeiro: Por que raios os imbecis responsáveis por essa menina pra começo de conversa permitiram o namoro de um maior com uma menina que no mínimo ainda brincava de boneca e assistia o programa da Xuxa?? Isso já é considerado pedofilia. E ninguém presta atenção nisso.

E enquanto isso, a nossa preocupação é saber se Cláudia Leitte ligou ou não pra Ivete Sangalo pra parabenizar a gravidez.!

E agora?

Há dias tento escrever. As idéias vem ficam uns minutos, passeando como se não tivessem mais pra onde ir, e do nada, decidissem ir embora..
São idéias boas até. Mas são idéias de textos felizes. Eu nunca fui muito a favor de fazer textos felizes por achar que o mundo daria um jeito de estragar a minha felicidade. E foi sempre assim.
Sempre tentei me manter mais infeliz possível. Ouvir as músicas que mais me levassem pra baixo, pro fundo do poço, só pra poder escrever uma dúzia e meia de linhas que me aliviariam. O que eu nunca percebi era que não precisava me levar a miséria pra me sentir bem logo em seguida. E eu fiz isso hoje. E só hoje, depois de todos esses anos, percebi que a culpa das coisas não darem certo na minha vida não tem nada a ver com os outros. É tudo culpa minha.
Eu escolhi tudo isso. E não importa o quanto o mundo não se importe, ou até tente “sabotar” a minha felicidade… Porque isso pode acontecer sim.
Eu tenho que saber lidar com os obstáculos.

A insegurança que eu tô sentindo fica pulsando dentro de mim, percorrendo cada centímetro do meu corpo, infiltrando cada artéria e se certificando de que eu me sinta com aquele friozinho que é o meio termo entre o bom e o ruim.

Eu preciso ter certeza das coisas, mesmo que as pessoas não possam me dar essas certezas.. Eu continuo sendo uma garotinha de quinze anos que ouve música pra se sentir mal. A diferença é que dessa vez tem muito mais coisa em jogo do que apenas um High School and English classes.

Eu preciso me decidir.

Destino alheio

É, muita coisa aconteceu nesses últimos dois meses. Coisas realmente surpreendentes.
Tenho um amigo que vou chamar aqui de Jonas. O Jonas é um cara legal, inteligente, engraçado. Boa companhia sempre. Ele namorou um tempão com uma menina que eu vou chamar de Dorotéia. A Dorotéia me pareceu uma pessoa legal quando a conheci. A Dorotéia só falava comigo a respeito do Jonas e antes de conhecer a Dorotéia eu tinha uma quedinha pelo Jonas, o que deixei de ter pelo fato de ter virado amiga da Dorotéia. Resumindo, quando os dois terminaram, o Jonas me chamou pra sair, ou algo assim, não me lembro direito. E eu não disse que sim e nem que não. Afinal, era amiga da Dorotéia. Eis então que a Dorotéia estava com ele quando ele me chamou pra sair e ela jura por Deus que eu que dei em cima do Jonas.

Depois de um certo tempo essa história morreu, e conheci novos amigos, e a Dorotéia começou a frequentar a mesma rodinha de amigos que eu, e daí surgiu outro problema aí, que não vem ao caso, mas tem a ver com rosas e bilhetes e Campinas.

Anos se passaram, eles continuaram afastados mas a Dorotéia sempre enchendo o saco do Jonas e o Jonas, eu e todos os amigos dele DETESTANDO a Dorotéia. E o engraçado é que todas as amizades da Dorotéia duravam muito pouco. Ela sempre andava com grupinhos diferentes e sempre tinha alguém que sabia que não conversávamos que me contava histórias sobre a Dorotéia. Mas ainda assim as pessoas andavam com ela.. Umas me diziam que é porque ela era muito insistente. Outras porque ela armava essas saídas. Ligava pra um e falava que fulano tinha combinado, quando na verdade não tinha. Enfim. Hoje, o Jonas voltou com a Dorotéia, mesmo depois de ter falado que não voltaria e que enfim, motivos que ele dizia pros amigos dele, que não vem ao caso aqui.
Eu mandei um testimonial pra ele, falando que ele tinha se afastado, que apoiava a decisão dele do mesmo jeito que ele apoiou minhas decisões no passado e que caso acontecesse alguma coisa, que eu estaria do lado dele, que só queria a felicidade dele.. Tudo isso é verdade. Eu quero mesmo que ele seja feliz, mas a pergunta que não quer calar é:

Será que vai dar certo dessa vez? Ou vai voltar a ser exatamente como era antes?

Eu sei que eu não quero perder um amigo por causa de pessoas que eu sequer converso e que me detestam. Se fosse pra falar tudo que eu penso da Dorotéia, ia ter coisa pra escrever aqui viu. Não só de “causos” que aconteceram comigo, mas causos de amigos, conhecidos… Sei lá.. Eu, como amiga do Jonas quero que ele seja feliz, afinal, ele é o amigo tipo brother/irmão/confiança. E a gente não quer que nada ruim aconteça com o brother/irmão/confiança.

Fica a dica…

Brand new game

Eu lembro de tudo que eu já quis, de todos os planos que, detalhadamente planejei. Das promessas de mudar, das vontades, desejos que tanto tiravam a minha atenção, não importa o que eu tivesse fazendo. Eu tinha vontade de mudar. Quantas viagens planejei, quantas malas comecei a fazer, e quantas vezes pude me imaginar no destino desejado.
Hoje eu vejo que sou um pé preso. Que não tenho coragem de fazer absolutamente nada do que planejei. Que só falo da boca pra fora. Me sinto uma pessoa medíocre, invisível num mundo com tantos outros invisiveis… Hoje, exatamente hoje, eu entendo porque eu gosto tanto de observar as pessoas… É por ver a vontade e a motivação de fazer alguma coisa que elas tem, e eu não.
Eu poderia dar uma de psicopata e dar um fim pra isso tudo, mas é extremista demais, e não acho que conseguiria fazer do jeito que eu fosse possivelmente planejar.
Eu poderia também resolver sair dessa rotina e tomar um rumo qualquer. Finalmente pegar as minhas malas e partir. Decidir um destino no meio de um caminho qualquer.. Mas eu sou conformada demais pra sair daqui.
Eu sei que eu posso ficar aqui, assistindo, como sempre fiz, e como, pelo jeito, vou continuar a fazer…

Mudar não é tão fácil quanto parece…