E agora?

Há dias tento escrever. As idéias vem ficam uns minutos, passeando como se não tivessem mais pra onde ir, e do nada, decidissem ir embora..
São idéias boas até. Mas são idéias de textos felizes. Eu nunca fui muito a favor de fazer textos felizes por achar que o mundo daria um jeito de estragar a minha felicidade. E foi sempre assim.
Sempre tentei me manter mais infeliz possível. Ouvir as músicas que mais me levassem pra baixo, pro fundo do poço, só pra poder escrever uma dúzia e meia de linhas que me aliviariam. O que eu nunca percebi era que não precisava me levar a miséria pra me sentir bem logo em seguida. E eu fiz isso hoje. E só hoje, depois de todos esses anos, percebi que a culpa das coisas não darem certo na minha vida não tem nada a ver com os outros. É tudo culpa minha.
Eu escolhi tudo isso. E não importa o quanto o mundo não se importe, ou até tente “sabotar” a minha felicidade… Porque isso pode acontecer sim.
Eu tenho que saber lidar com os obstáculos.

A insegurança que eu tô sentindo fica pulsando dentro de mim, percorrendo cada centímetro do meu corpo, infiltrando cada artéria e se certificando de que eu me sinta com aquele friozinho que é o meio termo entre o bom e o ruim.

Eu preciso ter certeza das coisas, mesmo que as pessoas não possam me dar essas certezas.. Eu continuo sendo uma garotinha de quinze anos que ouve música pra se sentir mal. A diferença é que dessa vez tem muito mais coisa em jogo do que apenas um High School and English classes.

Eu preciso me decidir.

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