Descaso das Imobiliárias de SP

Chega um certo momento na sua vida que a única coisa que você pensa é em crescer, mudar… Assim como aqueles caramujinhos que ficam grandes demais pra sua casca, você precisa sair da sua e procurar uma maior, e por que não procurar uma grande o suficiente para dois? Bom, a idéia é perfeita, vocês planejam, fazem as contas, cortam despesas e até economizam no shampoo, na pasta de dente, comem menos e tudo mais. Afinal, vai saber como vão ser os primeiros meses da sua vida fora de casa.. O que é certo é que teremos que lavar louça, lavar roupa e dar uma geral pelo menos uma vez por semana, isso se um certo alguém não ficar alérgico e o negócio apertar!

Bom, depois de todos os planos feitos, você começa a procurar por sua casinha nova, sua conchinha. E pede ajuda a amigos, a twitteiros, brinca com a sua caixinha de papelão, o seu espacinho na ponte.. Porque você acha que vai encontrar um lugar pra morar, que vai conseguir realizar seus planos do jeito que você tinha pensado.

E daí, como se já não fosse esperado, o destino faz o favor de mudar todo o rumo das coisas. E não é por exemplo com um assalto bem na hora do depósito, ou uma briga que vá “foder” com seus planos, ou você, por um motivo absurdo e inimaginável fica impossibilitado de se mudar. O problema se encontra onde você pensava que acharia a solução… Ele se encontra nas imobiliárias.

Meus amigos são prova do quanto eu venho procurando um apartamento, em todos os sites imagináveis, ligando dezenas de vezes por dia.  E então eu pensei que havia encontrado o apartamento perfeito.

– Qual o seu nome?

– Letícia.

– E seu telefone?

– xxxx-xxxx

– Ok Letícia, assim que for possível o/a corretor/a entrará em contato com você.

(E eu na ansiedade. Horas depois decido ligar de novo. A mesma conversa. Tenho que sair. Peço pro R. tentar, a internet dele falha e ele não tem o número. Bom, o jeito é ligar amanhã bem cedinho antes de ir pra SP né.)

Dessa vez peço pra minha mãe ligar. Talvez quem atendeu pensou que era uma criança, sei lá.. A conversa toma um rumo pior.

– Quem é o responsável pelas locações?

– (parte da conversa que é do outro lado e eu, obviamente não escutei)

– Olha aqui, essa imobiliária é de fundo de quintal? Há três dias que eu ligo aí e ninguém me retorna ou se preocupa em me atender decentemente.

– blá blá blá whiskas sachê.

– Ok, vou procurar uma imobilária decente então.

– Tu tu tu…

Daí eu ligo, e falo que sou Fernanda.

A menina pergunta se prefiro deixar o telefone ou esperar.

-VOU ESPERAR.

(Algum tempo depois)

– Sara.

– Oi Sara, quem fala é a Fernanda, eu gostaria de saber do apartamento de vocês na Aclimação.

– Oi Fernanda, me passa seu telefone que a corretora te retorna.

-Ah, você não é a corretora. EU QUERO FALAR COM A CORRETORA.

(Pouco tempo depois)

– Oi, sobre esse apartamento, já foi feita uma ficha.

-Ahh claro, Talvez se vocês tivessem a dignidade de me ligar, essa ficha poderia ter sido minha. Vocês tem mais alguma coisa nesse padrão?

-Não.

-OK então muuuito obrigada (azedo)

Quando entro no site, já totalmente sem vontade de ver, com uma raiva por não ter conseguido o apartamento que eu ia chamar de MINHA CASA. Eu vejo que além desse anúncio, tinham outros anúncios da mesma imobiliária.

E sabe que conclusão que eu cheguei? Um imbecil qualquer acorda as sete pra ir trabalhar, chega as oito, oito e meia no trabalho. Passa o dia no telefone fofocando com alguma amiga gorda e sem futuro, pra chegar na hora do almoço, se matar de comer em algum por kilo vagabundo. Na parte da tarde, procura atender um ou dois clientes. Por que eu me preocuparia… eu tenho a minha casa. Não preciso me preocupar. Quem não tem casa que se vire.. Que “more debaixo da ponte”. E com suas duas, ou três vendas no mês, esse ser desumano não precisa se preocupar com mais nada. Meu salário está garantido, foda-se o resto do mundo.

Pergunta se alguma das dezenas de imobiliárias que eu liguei me retornaram… A resposta é um sonoro NÃO. E é isso que me faz desacreditar mais e mais na humanidade…

Decepcionada… muito.

http://www.adaplan.com.br/ (A da “conversa” acima)

Closer – Perto demais.

Eu tenho a LEVE tendência de escrever quando há algo melhor pra fazer.. não que escrever seja ruim, muito pelo contrário, eu amo escrever, mas, veja bem, estou deitada, enrolada num edredon velho e aconchegante, num sofá de dois lugares quando, na verdade necessitaria de um de pelo menos uns quatro lugares considerando o meu tamanho e o espaço que eu tendo a ocupar quando estou deitada. (não, não sou gorda.. só sou espaçosa, e me mexo muito.) Closer na televisão, vontade de tomar um chocolate quente, cansada do trabalho dessas suas últimas semanas e a cabeça abarrotada de coisas tais como apartamento, lista da balada de amanhã, vontade de tomar uma vodka e saudades do meu nerdinho.

E agora me vejo perdida entre Julia Roberts e o cara fofo do filme se pegando e ela perguntando da Alice, pronto, já não posso mais continuar assistindo o filme, já perdeu a graça. E enquanto tudo isso acontece, ele tá ali, debaixo do outro sofá de dois lugares, onde a última das moicanas da família Campos está dormindo. Ahh se ela soubesse que ele tá bem embaixo dela. Eu não quero sair daqui. Meus pés estão no alto e apesar da ironia do nome do filme ter bastante a ver com a minha distância dele, ele não tá tão perto assim a ponto de fazer alguma coisa.

É engraçado… Ele coloca a cabeça pra fora..Posso ver suas pequenas orelhinhas em pé, ele dá uma fungadinha que só os ratinhos sabem fazer.. ele tá sentindo o cheiro da bolacha que está no chão, e sei que a vontade de ir até a bolacha é grande.. Se eu não tivesse tanta preguiça e já não o tivesse visto olhando pra bolacha, com certeza teria o pacote em mãos, prestes a espalhar farelos pelo moletom cinza.

“A Dara… Mas se eu trouxer a Dara pra dentro de casa, primeiro que é capaz dela deitar no tapete e ficar esperando carinho. Segundo que ela é grande demais pra enfiar o focinho nos buracos e frestas e capturar o nosso amiguinho roedor.”

Ele tem cara de Francisco. É.. Até alguém matá-lo e ele deixar de existir nesse plano, o nome dele vai ser Francisco.. Não poderá reclamar de qualquer forma. Eu olho pro sofá. Ele não aparece. Deve ter sido mais esperto que eu e passado pelo treco onde fica a tv. Eu esqueci o nome. Enfim, vou ver se consigo prestar atenção no filme.

Espero não ter Francisco por muito tempo, mesmo ele sendo um animalzinho bacana…

With Me

Acho que em anos de choramingadas constantes por pessoas que não mereciam, eu aprendi que o bom disso tudo é poder lavar a alma. É quase como ir a uma cachoeira, a diferença é que não tem pernilongos, mosquitos, borrachudos e eu não preciso entrar na água fria. Se bem que eu preferia uma cachoeira agora a ficar na frente do computador escrevendo, me sentindo half Carrie Bradshaw (fucked up) half Marissa Cooper (also fucked up).

Poucas pessoas entenderiam o que eu tô sentindo, e uma delas é uma pessoa que sequer tá por aqui. E o pior disso tudo é que foi só mais um motivo pra eu começar a chorar e sentir falta do abraço, do cheirinho do perfume azul.

Eu acho que se eu tivesse sozinha agora, eu não teria tanto problema se tivesse você do meu lado. (não que agora eu não esteja sozinha) Eu só queria contar as novidades pra você. Enquanto pensava em tudo que você não viu, lembrei que você não conheceu a Darinha e fiquei imaginando como você iria adorar vir aqui em casa e dar mais atenção a ela do que a mim e como traria biscoitinhos e coisinhas caninas, assim como eu fiz com o Mel.. As vezes eu fico pensando que, será que se eu te ligar você vai atender? Eu já não lembro mais do número do seu celular.

Ahh como eu queria você aqui pra contar as novidades, e pedir conselhos sobre as minhas próximas decisões.. Como você faz falta…

De todas as homenagens que eu pude pensar pra você, nenhuma ainda se concretizou, mas elas estão próximas. Não tanto quanto eu gostaria, mas próximas o suficiente pra não me deixar esquecer nunca da sua existência. Eu te amo.

Blog novo logo logo

Sim, porque, ao invés de me preocupar com coisas mais importantes tais quais, faculdade, trabalho e a crise da bolsa, eu criei outro blog, que talvez seja mais interessante que esse. Mas bem talvez. É o Coisas que eu.

Era pra ser uma surpresa, do tipo Howard Lequalquercoisawitz (Big Bang Theory), as pessoas não esperariam nada e de repente BANG, Coisas que eu está no ar. Eu nem vou colocar o link aqui ainda porque primeiro não tem post nenhum. Segundo, não tem layout nenhum. Mas isso eu pretendo fazer hoje, assim deixo pra estudar amanhã e assistir os filmes depois de amanhã e com alguma sorte sobreviver essa semana sem lembrar do suicídio com fio dental. Devo dizer que não sou suicida de verdade. Até porque se eu fosse eu não estaria aqui escrevendo. A não ser que a internet do Além seja banda larga. Coisa que eu acho que não deve ser já que internet é coisa do diabo. Isso supondo que eu vá pro céu.

Eu acho que eu merecia ir pro céu, afinal, já ajudei muito cego a subir no ônibus, cedo meu lugar pra velhinhos em trens e metrôs e juro que tento odiar menos as pessoas conforme os dias passam mas essa é uma tarefa quase impossível já que tem gente que parece que programa o alarme pra encher meu saco.

-Opa, 15:30 hora de encher o saco da Letícia.

-Caramba, tô atrasada pra deixar a Letícia irritada.

-Mãe, desliga o despertador se não não chego a tempo de fazer a Letícia ficar nervosa.

Bom, meu alarme tocou, tá na hora de ir encher o saco de alguém. Espero que não me atrase.!

Novembro e o que eu tenho pensado sobre o mundo

Escrever pra mim é muito coisa de momento, bate aquela inspiração, aquela sequência de palavras que, se você as dissesse em alto e bom som, sairiam de uma forma tão eloquente, que me contratariam pra trabalhar no Ministério da Eloquência. Sim, porque existe um Ministério pra tudo. No meu mundo existe. Mas esse é assunto de um outro post.. O problema desses momentos inspiração que eu tenho, é que eles só acontecem quando o computador está desligado, e eu estou deitada, longe de qualquer papel e caneta, e com um celular vagabundo o suficiente pra não conseguir acompanhar meu raciocínio… Na época em que eu o comprei, ele era moderninho, era legalzinho.

Novembro começou bem, eu me sinto feliz com o penúltimo dia do ano e o que tem acontecido até então. Esse segundo semestre de 2008 foi recheado de surpresas inesperadas… Eu digo surpresas inesperadas porque eu acho engraçado… Se é surpresa, é inesperada. Ouvir, ou ler essas coisas é como acreditar que a Sonia Abrão por exemplo é uma jornalista, uma boa apresentadora e pouco idiota. Mas esse post também não é sobre o quão imbecil a Sonia Abrão consegue ser em duas horas de programa. É sobre novembro.

Na verdade é sobre todos os meses de uma maneira mais geral, abrangente e como cheguei hoje, inteira, sem tentativas suicidas. Já não posso garantir quanto às homicidas. (vide eu e minha irmã saindo na porrada) Eu lembro da história sobre os meses e como que eles foram escolhidos dessa maneira, Janeiro, Jano, Fevereiro, Fébrua, Março, Marte e por aí vai. Esses eram os Deuses da época. A importância das importâncias do mundo.

Imagina se dá um surto no mundo e as pessoas se achem importantes o suficiente pra virar nome de mês… Eu tentaria comprar o mês do meu aniversário, que é o mais querido do mundo inteiro, eu acredito. Mas exatamente por ser o mês mais foda de todos os meses, acho que o máximo que eu conseguiria seria comprar uma hora no dia do meu aniversário e nomeá-la de Hora Sanseverini. Todas as pessoas deveriam cumprimentar as outras pessoas… Feliz hora Sanseverini John. Doces ou Travessuras Sanseverinisticas Fernanda? Bom, no Sanseverini Secreto, eu tirei uma pessoa muito importante pra mim…

Quando dá esses cinco minutos de loucura em mim, eu fico pensando nas coisas que poderia comprar se fosse zilionária, e nos lugares que eu podia estar escrevendo esse post. Agora, eu me imagino numa espreguiçadeira bem espreguiçante, de frente pra praia, no México, ou talvez na Riviera Francesa, tomando um mojito bem preparado pelo cara que trabalha lá no Morocco, ouvindo música e com óculos espetacularmente caros e desejados pelo mundo…

Acho que por enquanto eu vou juntando minhas moedinhas pra pelo menos tentar sair de casa esse ano, ou no comecinho do ano que vem. Com o que sobrar eu penso numa viagem.