Such a lonely day.

Pra uma ex futura publicitária tenho me irritado bastante com as propagandas pessoais que tenho visto por aí. Acho que voltei a ser a menininha de 17 anos que detestava mostrar pros outros as bandas novas que achava com muito custo, inclusive em sites com línguas inimagináveis pra mim. Era a roleta russa da internet. Imagina se lá tava escrito: “Quer infectar seu computador com os maiores e piores vírus do mundo? Clique Aqui.” Acho que meu egoísmo vai além das bandas que escuto, além das promoções que descubro.. Esse egoísmo é maior quando acredito que devo ter a minha felicidade primeiro. Não acredito que eu esteja errada. O díficil é convencer a outra parte a gostar de mim. Não que eu seja uma pessoa desprezível, eu só não sou tão apaixonante quanto acredito que eu seja.

Such a lonely day.

Do no harm.

É, finalmente chegou a época do ano. Um período detestável onde eu não me encaixo em lugar nenhum, e só esvazio os sentimentos de dentro de mim. Nada é suficiente, nada é bom o bastante, e o que demonstra ser não o quer. Os filmes repetidos agora são diferentes, mostram sempre além do que eu podia ver da última vez. As músicas já não tem mais o mesmo som de antes. Não são nem melhores nem piores. Simplesmente não são. Eu já vejo as coisas de forma diferente e ainda assim continua tudo tão igual e tão estático e tão chato e tão conformado. Chega de transtornos, chega de complexos, chega de complexos… E eu me pergunto.. O que aconteceu com o “Do no harm?” And I mean not only to others, but mostly to yourself.

What do you see in me?

Não confie em ninguém… Mesmo…

Agora curso jornalismo. É um curso legal. E tem um bar legal perto da faculdade. O que me motiva a ir mais a faculdade, mesmo quando não tenho aula. (Mãe, se você ler isso, eu juro que tô entrando nas aulas tá.)

Semana passada eu não ia pro bar porque, mesmo sabendo que posso eliminar a matéria de quarta, é melhor não arriscar ficar com falta a toa. A minha sorte é que a professora deu um trabalho e assim que entregássemos poderíamos ir embora.

Eis que vamos todos para o Campus 6, jogar a sinuca de toda quarta e tomar cervejas. Fui passar pelo bar pra atender o celular e um cara muito bonito me cutucou no meu triskel no ombro. Eu falei que iria atender o celular e voltava pra conversar com ele. Acabei esquecendo e, pouco antes de ir embora acabei esbarrando com ele e paramos pra conversar. Esse cara me pareceu super simpático e combinamos de nos encontrar no bar mais vezes. Depois ele pegou meu msn e começamos a conversar. Ele leu meus textos e até elogiou. (Ponto pra mim) Me chamou pra almoçar, tomar sorvete e tudo mais. Quando peço o orkut dele, descubro um NAMORANDO enorme no status do relacionamento. E digo mais. Quando o confrontei, recebi a seguinte resposta.. “Você não perguntou se eu namorava ou não…”

Tá… a culpa da falta de caráter de uma pessoa é minha. Falou.. Pior que ele até parecia ser um cara interessante…