Rascunhinho.

“Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada. Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.”

Daí que eu penso em como a gente se acostuma a reagir de uma maneira padrão nas situações que surgem na nossa vida pelo simples motivo de já ter acontecido com alguém e ter aquele puta medo de passar pelo mesmo perrengue que outra pessoa passou. Quantas coisas deixamos de fazer, quantas oportunidades perdemos só porque para outra pessoa não deu certo ou não foi tão bom assim? Claro que pra toda regra tem a sua exceção mas até aí, por que não tentar mais? Não arriscar mais nessas situações? É aquele clichê do tipo “o não eu já tenho”, “50% de chances de dar certo. (ou errado se você faz o tipo pessimista)”

Quantas vezes eu deixei de ver o copo metade cheio? Quantas vezes eu desisti por preguiça ou por pensar sempre que não daria certo? Ou agi sem vontade ou garra de tentar mudar essas situações. Quanto tempo eu perdi e quanto tempo ainda tenho pra consertar os erros? Dúvidas idiotas que permanecem me atormentando todos os dias. O tipo de pensamento que fica escondido na cabeça, lá no fundo a maior parte do tempo, mas sempre no subconsciente. Você acorda e pensa em como vai ser o seu dia e lembra. Ou no banho, ou enquanto passeia com o cachorro… Talvez não seja tão subconsciente assim. As mudanças precisam vir. A estação é propícia pra isso. Não existem mais goteiras. Pelo menos não tem chovido. Assim não tenho como descobri-las.

I never had any great expectations
No longer need to be taken care of
Now,I know something was lost in translation.

4 thoughts on “Rascunhinho.

  1. (comentário sobre o texto da goteira)

    Foi quando ela começou a falar que, por mais que gostasse da parede, era outra coisa que a incomodava, pois a maior parte do que estava lá era o passado dela, que não condizia com o que ela queria ser hoje.

    O que se é hoje e o que gostaria de ser. Você é, não tem como mudar, não existe o tempo verbal – gostaria não É ser! Ou vc é apenas um monte de planos, projetos, e possibilidades teóricas? Hipóteses criadas a partir da sua história, ou do que… vc é? Se vc queria ser outra, vc ainda é sua história – aquela que existe no seu ideal (e que vc não pode comprovar pq não consegue tornar realidade). E o seu ideal foi provavelmente “utopizado” a partir do contrário do que um dia não te agradou.
    Se vc quer ser… pinte a parede e conserte vc a goteira. Sem medo.

  2. Você escreve muito bem, parabens!!
    Tenho pensmento um pouco parecido as vezes quase sempre, me pergunto o que vim fazer aqui nessa cidade onde não conheço ninguem, se o que vim buscar ja encontrei, se valeu ou aidna vale a pena, se mudo ou não, se ainda tenho tempo, as vezes penso que foi tudo errado, depois mudo de ideia achando que o problema é pensar demais, mais depois eles sempre voltam mesmo que eu pense que se foram, mas continuam la escondidos, querendo sair e fazer com que eu pare e pense nissso, achoq ue vou ali beber um pouco pra amenizar qualquer coisa ou nada.

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