Sem armadura

É desde pequeninas que sofremos. Sempre buscamos o impossível, o inalcançável, descobrimos que nem sempre conseguimos tudo que queremos. Eu chorei quando vi esse vídeo. Juro. Fiquei imaginando o sofrimento da pequena Hannah e quanto tempo mais ela ainda sofreria pelo tal professor. E, quando ela finalmente superasse essa “perda”, seria por vontade própria ou por que apareceria outro amor eterno na vida dela? E se for isso, quanto tempo mais demoraria pra esse novo amor fazê-la sofrer e perceber que, novamente o mundo não conspirou a favor dela?

Quando a gente acha que ama, que adora e depois sofre uma desilusão, acha que o mundo vai acabar, a vida vai perder todo sentido e, com isso a Terra vai parar de girar. O apocalipse do amor. Daí a gente cresce, alguns se apaixonam com menos frequência, outros (eu) se apaixonam igual ou com mais mas a realidade é que nunca vamos deixar de gostar de alguém. Por mais que não deixemos isso claro e visível. Hoje vi uma frase que definiu tudo que até hoje aconteceu comigo.. “Love me less but love me longer” – Me ame menos mas me ame por mais tempo. Todos os poucos relacionamentos (3 ou 4) que tive cabiam perfeitamente nessa descrição. Sempre era tudo muito forte, tudo muito real e intenso, mas acabava rápido demais. E o que acontece é que, até hoje eu não amei e muito menos fui amada de verdade. (amor de mãe e vó não conta) Essa busca constante (não só minha) por achar o par perfeito e  querer que tudo dê certo sempre e com muita rapidez acaba estragando tudo. Mas a real é que ninguém (pelo menos eu) quer ficar sozinho tanto tempo.

Eu sinto falta de alguém do meu lado pra compartilhar tudo que eu penso e poder ouvir de volta. Ok, pra isso eu tenho meus amigos. O fato é: Eu preciso de alguém que compartilhe muito mais que só palavras e ideais e vontades. Preciso de alguém que compartilhe a cama, a mesa, o sofá, o cobertor e porque não uma escova de dentes num final de semana fora de casa?

Não é pedir demais alguém pra me fazer bem. Pra fazer esquecer aquele maldito problema ou o infeliz do professor de quarta. Esquecer aquela babaca gorda que tentou tirar seu emprego sem explicação alguma. Alguém pra dividir uma cerveja, um cigarro, um abraço. Alguém pra andar de mão dada.

O fato é: falando assim eu pareço o ser humano mais carente do mundo. (Ok, eu sou mesmo, foda-se você) E saber que ser feliz (pelo menos nesse setor) é tão difícil hoje em dia me deixa muito mais frustrada do que eu ter perdido cinco anos da minha vida não fazendo absolutamente nada de útil ou que eu realmente quisesse.

Me frustra também mostrar uma “casca”, uma armadura que não é minha.

Esse texto tá uma bosta e é só um desabafo idiota.

Meu coração ainda bate, não importa quantas vezes tentem detê-lo..

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Eu

Me disseram que eu intimido. Boto medo com tamanho, pose e atitude. Deixo quem me vê só por fora assustado. Choco por ser diferente, por não me importar, ou talvez por importar demais. Aos olhos dos outros sou o jogo dos sete erros. Roupas, pensamentos, conhecimento, comportamento, vontades, conversas e gostos inadequados. A “diferentona”.

Me disseram também que eu sou inocente demais. O paradoxo do que me disseram antes. Talvez não seja inocência e sim burrice. Talvez eu não seja diferentona. Talvez só não queira ser igual.

Esse final de semana, ouvi de duas pessoas que sempre foram muito importantes pra mim que eu não deveria nunca mudar o meu jeito de ser. Uma delas disse que preferia a minha fase “locona” que não significa sexo, drogas e rock’n’roll mas a tal da autenticidade, a cara de pau de gostar de um rock e basicamente ser inusitada e maluca. Quer subir na caçamba, sobe. Quer pular o muro da balada, pula, quer escalar parede, escala. (Ou pelo menos foi isso que eu entendi. Eu disse que não tinha entendido direito. Enfim)

De outra pessoa, eu ouvi que era a versão de peruca. Que o que ela tinha mais medo de mim quando nos conhecemos é de não saber lidar consigo mesmo. – Eu sei dominar situações em que as pessoas são diferentes de mim. Quando elas são iguais não. E você é a minha cópia. – (Também mais ou menos com essas palavras. De fato não importa)

É fato que eu sou a pessoa mais insegura e bitolada (neurótica) do mundo. Maluca até a última ponta dupla do fio de cabelo, mas eu nunca deixei de ser o que eu sou por causa de ninguém. Mudei poucas vezea alguns comportamentos mais no sentido de me adaptar a situação. Eu sei que não posso, nem devo parecer ridícula ou “mal vestida” ou falar besteiras em certas cituações. Sei me portar. Falta de educação (pelo menos no meu caso) não está ligada ao comportamento.

Acho que o que mais assusta as pessoas é essa vontade de fazer o que dá na telha. Geralmente a gente não gosta nos outros o que a gente gostaria de ser. (Geralmente, porque eu não gosto da Geisy e nem por isso quero ser igual a ela né.. ¬¬’ ) Então, eu acho mais é que você deveria ser mais espontâneo(a), inusitado(a). Roube um cone (não diga que fui eu que dei a idéia) vire uma tequila, dê um mosh numa moita. Aproveite mesmo que por alguns segundos essa sensação de liberdade. Vire a noite jogando videogame, vendo filme, conversando com o seu amorzinho na internet. Esqueça por um momento do: Ai, mas amanhã eu tenho que fazer isso, amanhã é dia de lavar roupa, levar o cachorro no veterinário e tomar vacina “anti porquinho”.

Be yourself, do what turns you on. It’s good to be free.