Eu

Me disseram que eu intimido. Boto medo com tamanho, pose e atitude. Deixo quem me vê só por fora assustado. Choco por ser diferente, por não me importar, ou talvez por importar demais. Aos olhos dos outros sou o jogo dos sete erros. Roupas, pensamentos, conhecimento, comportamento, vontades, conversas e gostos inadequados. A “diferentona”.

Me disseram também que eu sou inocente demais. O paradoxo do que me disseram antes. Talvez não seja inocência e sim burrice. Talvez eu não seja diferentona. Talvez só não queira ser igual.

Esse final de semana, ouvi de duas pessoas que sempre foram muito importantes pra mim que eu não deveria nunca mudar o meu jeito de ser. Uma delas disse que preferia a minha fase “locona” que não significa sexo, drogas e rock’n’roll mas a tal da autenticidade, a cara de pau de gostar de um rock e basicamente ser inusitada e maluca. Quer subir na caçamba, sobe. Quer pular o muro da balada, pula, quer escalar parede, escala. (Ou pelo menos foi isso que eu entendi. Eu disse que não tinha entendido direito. Enfim)

De outra pessoa, eu ouvi que era a versão de peruca. Que o que ela tinha mais medo de mim quando nos conhecemos é de não saber lidar consigo mesmo. – Eu sei dominar situações em que as pessoas são diferentes de mim. Quando elas são iguais não. E você é a minha cópia. – (Também mais ou menos com essas palavras. De fato não importa)

É fato que eu sou a pessoa mais insegura e bitolada (neurótica) do mundo. Maluca até a última ponta dupla do fio de cabelo, mas eu nunca deixei de ser o que eu sou por causa de ninguém. Mudei poucas vezea alguns comportamentos mais no sentido de me adaptar a situação. Eu sei que não posso, nem devo parecer ridícula ou “mal vestida” ou falar besteiras em certas cituações. Sei me portar. Falta de educação (pelo menos no meu caso) não está ligada ao comportamento.

Acho que o que mais assusta as pessoas é essa vontade de fazer o que dá na telha. Geralmente a gente não gosta nos outros o que a gente gostaria de ser. (Geralmente, porque eu não gosto da Geisy e nem por isso quero ser igual a ela né.. ¬¬’ ) Então, eu acho mais é que você deveria ser mais espontâneo(a), inusitado(a). Roube um cone (não diga que fui eu que dei a idéia) vire uma tequila, dê um mosh numa moita. Aproveite mesmo que por alguns segundos essa sensação de liberdade. Vire a noite jogando videogame, vendo filme, conversando com o seu amorzinho na internet. Esqueça por um momento do: Ai, mas amanhã eu tenho que fazer isso, amanhã é dia de lavar roupa, levar o cachorro no veterinário e tomar vacina “anti porquinho”.

Be yourself, do what turns you on. It’s good to be free.

One thought on “Eu

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