Look do dia

Dá vontade de usar só cinza. De usar só preto. Viver no luto, como se a roupa mostrasse o que a alma tenta esconder.

Dá vontade de cantar pra você ouvir, pra você chorar, pra você não esquecer. Eu não vou esquecer.

E aí eu me vejo entre um cigarro e outro, bebendo um gole e outro. E tudo conecta a você. A teoria dos seis graus de aproximação. É como se toda conversa me remetesse a tudo que a gente nunca viveu. Como se cada estrofe contasse um verso de um poema que nunca aconteceu.

E aí eu me vejo largando tudo pra achar que eu vou encontrar com você.

Essa terça? Não dá. Acho que tenho um compromisso.

Ih, esse final de semana? Não sei não. Tô esperando um convite.

A disponibilidade me fez vítima. Me fez dependente. Te fez vilão.

Eu não vejo meus amigos. Eu não vejo outras pessoas. Eu só vejo você.

Hoje eu saio de preto, como se minhas roupas mostrassem o que a alma tenta esconder.

Mas a real mesmo é que é só uma calça e uma camiseta que não significam nada.

Camiseta preta. Igual a que você me emprestou aquele dia….

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Um curta metragem sem reprise

Eu nunca te prometi nada.

Na verdade nem tinha o que prometer. Porque a gente sempre deixava tudo pra amanhã. we will never die

Mas quando você se foi, algo ficou. Um sentimento de culpa por ter de dado as costas na sua última tentativa de aproximação – não lembro nem porque a gente tinha brigado. Algum motivo besta, depois da viagem pra Santos. Por ter achado que a vida era maior e longa demais e que eu não tinha que te perdoar ou voltar a falar com você. Burra eu. we will never die

Oito anos se passaram. Oito anos. Nesse tempo construí uma vida pra mim. “Construí”. Eu não tenho nada. E provavelmente nunca vou ter. Mas eu fui atrás. Eu corri. Eu segui em frente. Todos seguimos. Era preciso. E nesse meio tempo me disseram que eu era parecida com você. E nesse meio tempo não encontrei ninguém que chegasse igual, perto, ou próximo de você. we will never die

E nesses oito anos você se tornou um pouco mais difícil de lembrar. Não por você. Mas pela memória. As mais marcantes nunca se vão. Às vezes se confundem datas, fatos, passos. Normal. Tantos dias se passaram desde então. E mesmo sendo difícil de se lembrar, nunca vai ser possível esquecer você. we will never die

Quando você se foi, você deixou muita coisa. Você sem querer aproximou amigos e fez com que a gente percebesse que a vida é uma só mesmo. Que nossos instintos são fundamentais. Que independente de qualquer coisa, tem que curtir muito a vida. Tem que ser muito feliz. maybe we’ll die someday

Hoje me resta pouco de você. Mas tem tanto de você em mim. E nas músicas, e nos filmes. Sua vida foi de cinema, do começo ao fim.  Dos 2 meses aos 20 sempre rodeada de ação, de suspense, de amores não correspondidos e loucuras de um filme adolescente onde tudo dá quase certo no final. Um curta metragem sem direito de reprise. I’ll die someday

Eu espero que eu esteja honrando de alguma maneira tudo que você deixou quando se foi.

Você se foi. Mas algo definitivamente ficou.

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Síndrome de Estocolmo e os motivos pelos quais eu não tenho fé

Eu ando na rua parecendo um soldado. Com os ombros largos e um bico na boca, são poucos os casos em que homens chegam a mexer comigo. Eu acho que eu boto medo. Essa atitude de andar sempre ereta eu copiei de policiais.

Eu sou tipo uma copycat bem safada. Um camaleão meio esquisito, que não se camufla em nada com esse tanto de rabisco.

Aprendi também a sempre ficar de costas para as paredes dos vagões no metrô. Assim, em casos de emergência (incluindo aqui apocalipses zumbi) você consegue enxergar toda a situação e decidir o que fazer.

Essa mania de querer controlar situações me leva a contar aqui o motivo de eu não ter fé.

Pra ter fé você precisa acreditar. Ou esperar que algo seja verdade (ou mentira), ou que aconteça (ou não) algo pra você ou outras pessoas. Ter fé é esgotar todas as suas forças e desejos e anseios em algo que pode ou não acontecer. E é esse pode que acaba comigo. Ter fé é ter esperança. É esperar. E eu não sei esperar.

A vida inteira eu acreditei que as coisas aconteciam por um motivo. Por muitas vezes, na esperança (tá vendo, ela de novo…) de encontrar uma explicação, eu colocava a culpa nas Moiras. Acontece que assim como a fé, elas não existem. E não decidem nada.

Tantos sentimentos em conflito e tantas convicções contraditórias. O existencialismo que espera, o hedonismo que sente culpa, a liberdade que prende.

Um dia eu acreditei que as coisas aconteciam por um motivo. Um dia eu deixei minha guarda baixa.

Um dia. Uma noite. Um nada.

E assim o raptor conquista a simpatia da apática senhorita, que não quer se fazer de vítima.

E é por isso que eu não (mais) acredito.

The O.C. – 10 anos de estreia

Hoje umas amigas no Facebook lembraram que faz 10 anos que foi ao ar pela Warner o primeiro episódio de The O.C., uma série que duraria quatro temporadas e que nos daria alegrias e tristezas imensas em seus anos de exibição.

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Pra quem não se lembra, The O.C. se passava no Orange County (herp), um condado da Califórnia cheio de “ricos endinheirados” com probleminhas na vida. A história começa com Ryan, o esquisitinho, pobre e anti-social com problemas de convívio, família problemática e todo aquele dramalhão de alguém que sofre o que não deveria sofrer. Normal, quem nunca se sentiu um Ryan?

Ele é meio que adotado pelo Sandy, advogado e pai bonitão do Seth e marido da Kristen, uma mãe fofa e cheia de amor que com certeza esconde algum problema.

Daí o Ryan se apaixona pela vizinha linda Marissa que é namorada do Luke e amiga da Summer, paixão do Seth que é um geek/hipster lindinho apaixonado por quadrinhos e outras nerdices que, assim como todo o resto do elenco também lembra um pouco você.

The O.C. era exatamente isso: uma série cheia de personagens que em muito se assemelhavam aos jovens que assistiam na época e por isso serviu como um guia básico de sobrevivência em tempos que, de fato você se achava um “Estranho no Paraíso”.

Dadas as devidas comparações, ser um adolescente em qualquer cidade em muito se parecia com as angústias, alegrias e tristezas de qualquer adolescente, com a diferença de que os adolescentes em The O.C. eram very fucking rich e bom, minha vida sempre foi mais habitada em Chino do que em O.C.

Das cenas mais marcantes e mais fodas das três temporadas (a quarta foi uma merda, quem assistiu sabe bem disso) relembrarei algumas aqui:

10 – Seth, Summer e Anna – todos os momentos, mas esse em especial.

9 – Seth Cohen impedindo a Summer de participar da barraca do beijo

8 – Oliver, the mean bastard (infelizmente em português)

7 – Marissa e seu momento “Girls just wanna have fun” com a Thirteen, não, pera.

6 – Overdose da Marissa

5 – Luke safado pegando a mãe da ex namorada. (péssimo vídeo, eu sei)

4 – Últimos momentos dos quatro reunidos e felizes.

3 – Beijo do Spider Man do Seth e da Summer. (eu choro com essa música)

2 – Primeiro beijo do Ryan e da Marissa na roda gigante

1 – Acidente da Marissa =/

Bônus ding ling ling O ano novo que o babaca do Oliver não conseguiu estragar!! dica da @deh_

Eu poderia ficar aqui escrevendo como essa série foi foda pra mim por horas, mas acho que imagens dizem mais que palavras. *-*

Obrigada Josh Schwartz pelos melhores 3 anos da minha vida de séries adolescentes!

#nerfaday 2013 – The sequel is always better

Um ano atrás eu tava aqui dizendo como que foi que nossa amizade surgiu e te parabenizando por mais um ano de vida. Por ser linda, e por ser assim, tão Nantinha.

Nesse um ano que passou você me abandonou em São Paulo e deixou uma maior de idade pra (me) eu cuidar. Acredito que fiz(emos) um bom trabalho. Além disso, que momentos inesquecíveis que pude guardar na memória (minha e do celular) do nosso carnaval. O primeiro carnaval de verdade, no Rio, com a carioca mais linda que conheço?

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E assim, a distância diminuiu a frequência de conversas, mas nunca diminuiu o amor, cê sabe né? E a maior dor que uma pessoa pode sentir é amor, saudade e felicidade tudo ao mesmo tempo. Porque é assim que eu me sinto. Morrendo de saudades, mas cheia de orgulho pelos passos que você decidiu seguir. Pelo caminho que foi trilhado com muitos mercúrios retrógrados no caminho. E no fim desse caminho tava tudo que você sempre quis, e conquistou muito pra conseguir.

Vejo nossas conversas de whatsapp e o jeito como nossa comunicação não muda (e sei que a sua com Brisinha é muito mais forte e linda ainda, afinal, vcs se completam e eu dou um laço final nesse trio, diz aí?) e mesmo longe sempre parece que você tá aqui pertinho da gente?!

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Dá pra ouvir sua voz, seu jeitinho carioca com sotaquinho gostoso de geralmente fazer os melhores comentários sobre tudo e bate uma saudade de você, pequena!

Sabe, é por isso que não tem como eu não amar a internet. Porque, apesar dos psychos que nela habitam, foi nela também que encontrei gente linda, cheia de amor pra dar pra quem merece e receber de quem merece.

Nantinha, meu coração apertadinho torce todos os dias pelos melhores dias pra você. Que a vida que vem agora, que todas essas mudanças e loucuras que a vida cada vez mais adulta tá dando pra gente sejam sempre cheias de positividade e coisas lindas.

 

Parabéns! ❤

Mulher escolhe caixão e morre atropelada dois dias depois

Uma aposentada de 76 anos morreu após ser atropelada por um motociclista nesse domingo, 30 de julho em Kaloré, uma cidade que fica a 70km de Maringá e 434km de Curitiba (pra você ter uma noção de como é longe)

O curioso nisso tudo é que dois dias antes a aposentada foi com o marido a uma funerária da cidade e escolheu um caixão azul e branco que era “a cara dela”, de acordo com o viúvo. Obviamente que ao ouvir o pedido de compra do caixão da própria mulher, o marido disse que não o faria.

Ela ainda se despediu das amigas e até mesmo da dona da funerária, pedindo que não a esquecesse.

A senhora ainda chegou a ser atendida, mas não resistiu aos ferimentos.

 

Fica a pergunta: será que dona Dionízia sabia que o fim estava próximo? Será que ela pode ter causado a própria morte?

So it goes…

Descanse em paz, dona Dionízia.

 

Matéria do G1.