Vontade que dá…

Então eu acordo. E com isso acorda também aquela vontade. Isso. Aquela vontade.

Eu acordo querendo ser acordada. Com uma passada de mão gostosa, com uma fungada no cangote dessas que bagunça a barba, o cabelo, a cabeça…

Eu tenho vontade. De sair de casa tarde. De demorar mais uns 15 minutos só pra desembaraçar o cabelo.

Tenho vontade de nem sair. Mas precisa. Essa vontade dá, mas não passa.

E daí dá vontade de falar putaria. De ouvir putaria. De trocar putaria. Dá vontade de brincar.

E nessas brincadeiras, entre mãos, braços e abraços a gente se pega, se beija, se puxa, se baba. E morre de sede. E mata todas as vontades.

Tem vontade que dá e passa. Tem vontade que só passa quando dá.

E eu aqui, tendo vontade, vivendo de vontade, morrendo de vontade.

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Sem pressa

Eu já não tenho mais a minha exceção. Já não existe mais o, “por você”, e é tão estranho não sentir nada e saber, ou ao menos acreditar que eu deveria senti-lo, por mais escroto e infeliz que fosse esse sentimento. É um vazio. Um buraco novo.
E não adianta cobrir um buraco com terra de um buraco novo. Ou um velho… As vezes acontece.

As feridas deveriam cicatrizar naturalmente. Sem pressa, sem forçar. O tempo não permite. Ou a falta dele. Se é que ele ainda existe.
O fato de não saber ao certo se sou eu quem controlo meu destino ou se é exatamente assim que as coisas deveriam acontecer é tão frustrante quanto o fato de não saber o que fazer. Ou como me sentir.
Não me ensine a viver. Nem do que eu devo gostar. Eu mesma já não sei mais o que fazer e, o fato de ter outras pessoas me direcionando só faz com que eu fique mais perdida.
Eu não sei pra onde quero ir, então qualquer lugar me serve.
Te encontro por aí. Sem pressa…